A contradição de cada dia
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06-09-22 |

A contradição de cada dia

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A contradição de cada dia


Olá, companheiros e companheiras. Espero que esteja bem nesta semana que se inicia. E através dos acontecimentos do último final de semana é que faço o texto de hoje para o FI.

Neste domingo, o Flamengo recebeu o Ceará em casa. A partida, todos e todas sabemos, terminou empatada em 1 a 1. Depois do jogo, milhares de críticas ao fato de Dorival Júnior ter escalado o time reserva contra o Vozão. Dois pontos basearam as críticas, feitas por jornalistas e torcedores: o confronto era a oportunidade de reduzir a distância para o Palmeiras e que não havia necessidade de colocar o time reserva já que a semifinal da Libertadores está definida. O Flamengo ganhou do Vélez por 4 a 0 na Argentina e decide em casa a classificação.

A crítica relacionada ao jogo de quarta até faz sentido, apesar de ninguém ter questionado Dorival a respeito da situação física dos jogadores. Arrascaeta, por exemplo, foi poupado com dores no pé. E os outros, como estão? Muitas críticas e poucos esclarecimentos.

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Agora, a crítica ao time reserva é completamente descabida. É esse mesmo time que, nas últimas oito partidas até o confronto contra o Ceará, venceu sete e empatou uma. E o empate foi contra o time titular do Palmeiras, em pleno Allianz Parque.

A estratégia de montar dois times deu resultado. E é mérito do Dorival. Como o treinador disse em entrevistas, com essa postura, ele passou a ter uma semana cheia para treinar cada um dos times. Tanto que os dois têm características diferentes. O titular busca o jogo pelo meio, com Pedro sendo a referência. Já o reserva constrói pelos lados, através da velocidade de Cebolinha e Marinho.

Como que um treinador que otimizou o elenco, montou dois times e tem um aproveitamento absurdo está equivocado? Não adianta bater palma na sequência de vitórias e na hora do empate criticar. Mesmo que o jogo contra o Ceará tenha sido uma oportunidade de ouro para o Flamengo se aproximar do Palmeiras.

Um dos grandes problemas do futebol brasileiro é a análise em cima do resultado. É muito fácil criar verdades com o resultado definido. O difícil é compreender a estratégia e analisar se ela é coerente.

Dorival não deixou de seguir suas convicções que, até agora, estão funcionando muito bem. Resgatou um Flamengo que na visão de alguns brigaria contra o rebaixamento e o transformou em um time poderoso com possibilidade de vencer os três títulos que restam na temporada. Feito, aliás, que nenhum outro pode conquistar.

Falta aos torcedores e, principalmente, aos comentaristas, o que está ficando evidente no trabalho de Dorival: coerência.


Foto: Divulgação/cearasc

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Matheus Brum Ver mais desse colunista

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