Adeus ao rei: Morre o maior jogador de todos os tempos
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06-01-23 |

Adeus ao rei: Morre o maior jogador de todos os tempos

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Adeus ao rei: Morre o maior jogador de todos os tempos


No último dia 29 de dezembro de 2022, morreu o rei do futebol, Pelé. Após complicações de um câncer de cólon, o maior de todos os tempos descansa aos 82 anos. Maior personalidade do futebol mundial, eleito atleta do século XX, vencedor de 7 bolas de ouro após a recontagem da France Football e dono de 1283 gols, Pelé mudou a história do futebol e como muito bem disse Neymar em suas redes sociais, “Antes de Pelé, o futebol era apenas um esporte".

Nascido em Três Corações - MG, o menino Edson Arantes do Nascimento se mudou com a família para Bauru quando tinha apenas quatro anos de idade, e lá recebia muito incentivo do pai em relação ao futebol. Edson gostava de atuar no gol e era um grande fã do goleiro Bilé do Vasco de São Lourenço, porém não conseguia pronunciar o nome do jogador de forma correta, o chamando de Pilé e assim nasce o apelido mais eternizado do futebol.

Ainda muito jovem, Pelé já se destacava nas ruas de Bauru e assim o jogador Waldemar o convidou para jogar no clube Atlético de Bauru, mas percebendo o enorme talento do menino o levou para o maior time do interior, o Santos e logo quando chegou, já
mostrava ser diferente. Em 1956 Pelé estreou pelo Peixe na vitória por 7x1 em cima do Corinthians de Santo André, entrando no segundo tempo e marcando o sexto gol. Já aos 16 anos Pelé se tornava titular do Santos e esse era apenas o início da mais bonita trajetória do futebol.

Em 1957, Pelé foi convocado pela primeira vez para a seleção brasileira e já conquistou seu primeiro título. Ele foi para a Copa Roca (atual superclássico das américas) fazendo dois gols na final, um no jogo da ida e outro no da volta. Mas seria no ano seguinte
que o mundo conheceria Pelé.

No ano de 1958 teria Copa do Mundo na Suécia e o menino de 17 anos Pelé foi convocado. Ele não tinha muito espaço no começo, mas no terceiro jogo alcançou o time titular e não saiu mais. Pelé fez 6 gols na fase mais decisiva da competição sendo um deles
um dos mais icônicos da história na final contra os anfitriões, por 5x2. Brasil campeão do Mundo, e não seria a primeira vez.
Na Copa de 1962, a sorte não sorriu para Pelé, que começou o mundial do Chile bem com um gol contra o México, mas se contundiu na segunda partida e teve de ver o bi campeonato da seleção brasileira como espectador. Em 1966 Pelé se machucou novamente no mundial e assiste a eliminação da amarelinha na primeira fase, mas mal sabia ele o que aconteceria em 70.

Para muitos a maior seleção de todos os tempos, com o Brasil vivendo um momento complicado em sua ditadura militar, o esquadrão chegou no México com bastante animação e com uma motivação a mais: seria a última copa de Pelé. Na sua despedida em mundiais o rei fez o que já estava acostumado, ele fez história. O Brasil venceu a copa com 100% de aproveitamento batendo a Itália na final e se sagrando tricampeão mundial. Na seleção brasileira foram 95 gols em 114 jogos, recorde mantido até hoje,
além disso foram diversos títulos conquistados, em especial três copas do mundo, único jogador a conseguir isso na história. Em 1971, com apenas 31 anos, num Maracanã lotado, o rei do futebol faz sua última partida pela seleção em um amistoso contra a Iugoslávia.

Enquanto a história era feita na seleção, também era feita em clubes. No Santos foram mais de 1000 gols e 24 títulos conquistados, sendo os principais deles a Libertadores de 1962 e 1963 e os mundiais dos mesmos anos. O milésimo gol do rei veio de uma cobrança de pênalti, no Maracanã, com mais de 65 mil pessoas contra o Vasco. Se já não fosse bastante o feito esportivo que era fazer 1000 gols, Pelé o eterniza ainda mais com um discurso histórico “o povo brasileiro não pode esquecer das crianças" e após isso deu uma volta olímpica com a camisa do cruzmaltino e o numero 1000 estampado nas costas.

Durante a sua carreira, Pelé recusou propostas de grandes clubes europeus pois queria se aposentar no Santos e foi isso mesmo que aconteceu. Ou não. Em 1974 o rei anuncia sua aposentadoria dos gramados, mas volta atrás um ano depois, em 1975, com a
proposta milionária do New York Cosmos, dos Estados Unidos. O objetivo de Pelé ao desembarcar em solos americanos era popularizar o esporte no país, e ele conseguiu, aumentando a média de público dos estádios gradativamente. Em 1977 ele se aposenta de forma definitiva em um jogo festivo entre Cosmos e Santos, jogando o primeiro tempo no time norte americano e o segundo na equipe santista.

Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, foi muito mais do que um jogador de futebol, ele revolucionou o esporte, profissionalizou o jogo, ele conseguiu ser o maior jogador de todos jogando em um futebol muito mais violento, em que a bola chegava a pesar
três quilos em tempos de chuva e que os adversários usavam pregos como travas de chuteiras.

Fez história com os gols, com as assistências e até com lances que não foram pro fundo das redes como o drible sem bola contra o Uruguai, a cabeçada defendida por Gordon Banks e o “gol que Pelé não fez”. Sempre engajado em causas sociais e até parar uma guerra ele parou.

O futebol perdeu sua grande personalidade, o homem que mudou tudo. Obrigado, rei.

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Gabriel Fernandes Victor Ver mais desse colunista

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