Heróis da Copa: Ronaldo Fenômeno – Como a fisioterapia contribuiu para o artilheiro da Copa do Mundo de 2002.
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09-11-22 |

Heróis da Copa: Ronaldo Fenômeno – Como a fisioterapia contribuiu para o artilheiro da Copa do Mundo de 2002.

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Heróis da Copa: Ronaldo Fenômeno – Como a fisioterapia contribuiu para o artilheiro da Copa do Mundo de 2002.


Ronaldo Nazário de Lima, mais conhecido como Ronaldo Fenômeno, começou a sua carreira profissional em 1993 com apenas 16 anos, em um dos maiores clubes brasileiros, o Cruzeiro. Foi até 2014 o maior goleador em Copas do Mundo, duas vezes ganhador da Bola de Ouro e tendo participado de quase 600 jogos oficiais por clubes e seleção.

No inicio de 1999, em um jogo do campeonato italiano contra o Lecce, alguns problemas no seu joelho esquerdo começam a se manifestar. Após avaliação, descobriu-se uma rotura do tendão patelar esquerdo e Ronaldo precisou de 6 meses fora dos gramados para se recuperar.

Em 12 de abril de 2000, final da Supercopa da Itália, após apenas 6 minutos de atuação no jogo, Ronaldo aos 23 anos sai de maca após sofrer uma das contusões mais dolorosas e chocantes de um atleta de futebol.

A cena televisionada ao vivo para o mundo todo, mostrava a patela direita do jogador saindo do lugar após um movimento de arrancada. Tratava-se de uma lesão rara em jogadores de futebol, rompimento do tendão patelar e dos ligamentos do joelho direito (responsáveis pela estabilização do joelho e movimentos como corrida, chutes e arrancadas). O atleta foi obrigado a passar por um procedimento cirúrgico de reparação, associado a um extenuante processo de tratamento com fisioterapia e recuperação por quase 2 anos. Médicos diziam que era o fim da carreira de Ronaldo.

Neste caso, uma das maiores preocupações era sobre a recuperação dos movimentos tradicionais, levando em conta que uma das complicações da cirurgia é a rigidez provocada no joelho afetado.
O tratamento fisioterapêutico começou ainda no hospital. A evolução dos aparelhos, uso de imobilizadores e de outros equipamentos de reabilitação permitiram estimular a região da lesão para o ganho de força muscular e de amplitude de movimentos, o que otimizou a recuperação.
Em relato pessoal, Ronaldo conta que o fisioterapeuta Nilton Petroni, conhecido com Filé, esteve com ele praticamente desde o momento em que acordou da cirurgia.
Com a promessa de recuperar Ronaldo em tempo recorde, Filé trabalhou com o atleta utilizando um método criado por ele mesmo, chamado de “Método de Recuperação Acelerada”, que foi bastante criticado na época por especialistas e curiosos. O tratamento que é feito em sessões com duração de 10 horas diárias, começava com um trabalho na piscina para ganho de força e resistência. O trabalho foi realizado em equipe multiprofissional, sendo sempre consultada para buscar os melhores resultados. O uso de acessórios também foi importante dentre os quais skate, pé de pato, colete de piscina, prancha, cama elástica e areia fofa.

A lesão de Ronaldo foi o caso que trouxe maior visibilidade para a fisioterapia esportiva no início do século, mostrando grandes resultados, desde o sucesso em sua reabilitação quanto a nível de propaganda.

No preparo para a Copa do Mundo de 2002, Fenômeno fez apenas 16 jogos, gerando uma grande dúvida sobre a retomada da carreira. Apesar disso, e de muito descredito de torcedores e jornalistas esportivos, Ronaldo teve determinação e foco, provando que o apelido de “Fenômeno” tinha razão de ser. A consagração veio em 2002, com os títulos de Pentacampeão Mundial, com 8 gols marcados (seu recorde) e o melhor jogador do mundo pela terceira vez na carreira.

Por: Dra Beatriz Tallon – fisioterapeuta esportiva
Fonte: Uol, Globo, Fisioterapia Desportiva com Evidencia, Blog Dr Colleoni

COMENTÁRIOS

COLUNISTA FI

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Robson Dias

sem dúvidas foi um marco na área da fisio como também a prova de superação de um dos atletas mais relevantes do futebol brasileiro

05/12

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