No Dia do Psicólogo, conheça a história de Nicolas Vidal, nosso Aluno FI que é francês, veio fazer Experiência Prática no Bahia e tem uma história profissional com várias modalidades de alto rendimento
Futebol Interativo
Carregando...

27-08-22 |

No Dia do Psicólogo, conheça a história de Nicolas Vidal, nosso Aluno FI que é francês, veio fazer Experiência Prática no Bahia e tem uma história profissional com várias modalidades de alto rendimento

Compartilhe img

No Dia do Psicólogo, conheça a história de Nicolas Vidal, nosso Aluno FI que é francês, veio fazer Experiência Prática no Bahia e tem uma história profissional com várias modalidades de alto rendimento


A paixão por futebol quase o fez um professor de educação física, mas foi na psicologia que Nicolas Vidal se encontrou, mais especificamente na psicologia esportiva. Francês, natural de Marselha, o psicólogo já morou no Brasil, atualmente trabalha com um clube que está se profissionalizando em Manaus, tem uma empresa de consultoria em psicologia do esporte "psysport consulting" e já fez dois cursos do Futebol Interativo. Nicolas esteve em Experiência Prática no Bahia.

Sua primeira experiência no futebol brasileiro foi em 2017 quando trabalhou por um clube que participava da série B do Amazonense. “Foi muito bom porque eu tive a oportunidade de trabalhar com um técnico e um grupo de jogadores abertos e curiosos do que o papel do psicólogo do esporte podia trazer de bom para eles. Mas eu pude também entender melhor os obstáculos que um jogador profissional brasileiro pode encontrar no seu dia a dia. Com o Futebol Interativo eu tive a oportunidade de passar uma semana no EC Bahia sob a supervisão da Aline Castro, psicóloga e coordenadora do setor psicossocial da divisão de base do clube. Foi uma experiência sensacional porque deu tempo de observar os treinos do Sub-15, Sub-17, Sub-20 e do feminino. Eu interagi com os técnicos, preparadores físicos, médicos, fisioterapeutas, massagistas, preparadores de goleiro, os monitores e com o pessoal do setor de captação”, detalhou Nicolas.

A ligação com o Brasil

“Eu tenho uma ligação muito forte com o Brasil e sempre sonhei em viver uma experiencia de vida no país do futebol. Final de 2013 e a Copa do Mundo se aproximando, decidi com a minha esposa que é brasileira, de atravessar o oceano. Moramos 5 anos em Manaus e 1 ano em Florianópolis. Voltamos na França em 2019 por ter recebido uma proposta de trabalho que eu não podia recusar”.

Graduado em psicologia diferencial e com mestrado em psicologia do esporte, Nicolas se formou em 2004, na Universidade Paul Valéry em Montpellier na França, desde então teve a oportunidade de trabalhar em um centro de treinamento de alto rendimento na cidade de Aix-en-Provence (perto de Marselha, região Sul). Ele acompanhava os atletas no dia a dia em dezenas de modalidades como nado sincronizado, basquete, esgrima, taekwondo, squash, tênis, pentatlo.

“Eu trabalhava dentro do departamento médico e fazia os atendimentos individuais com o objetivo de cuidar do bem-estar dos atletas. Eu fazia também um trabalho de prevenção com palestras e dinâmicas de grupo sobre várias temáticas em relação ao esporte e a saúde mental”. No futebol, o psicólogo francês trabalhou principalmente como jogadores de base e treinadores. “Na França temos um futebol amador muito bem estruturado que tem o mesmo ritmo que o futebol profissional. A pré-temporada começa final de julho ou início de agosto, os campeonatos de todas as categorias começam em setembro e terminam em maio do ano seguinte. Então o trabalho não para. Na França, no futebol amador tem bastante espaço para os psicólogos do esporte de fazer um trabalho de qualidade a médio ou longo prazo”, explicou Nicolas.

As diferenças de mercado nos países para a psicologia esportiva

O psicólogo enfatiza que os profissionais da psicologia do esporte no Brasil devem ter orgulho dos avanços realizados e da qualidade do trabalho feito principalmente com as categorias de base dos grandes clubes brasileiros. “Na França por exemplo, o futebol profissional ainda não contrata psicólogos do esporte porque acha que salários altos, ótimas condições de trabalho e muita mídia sãos critérios suficientes para o bem-estar e o equilíbrio do atleta. Acho que no Brasil seja talvez mais fácil de ser contratado como funcionário. Hoje, na França o estatuto de freelance é quase sistemático para trabalhar na área da psicologia do esporte”, finaliza.

+ Conheça a nossa Especialização em Psicologia no Futebol e veja onde fazer a Experiência Prática.

Foi em Manaus, em uma palestra, que Nicolas conheceu uma das psicólogas que já foi professora do curso de Especialização em Psicologia no Futebol do Futebol Interativo, Liana Benício, que é psicóloga do esporte com passagem pelo Fortaleza Esporte Clube, um dos clubes parceiros do FI. Após a indicação, ele fez dois cursos. “Gostei muito da qualidade dos professores, da maneira de apresentar as temáticas, da riqueza dos conteúdos e da possibilidade de interagir facilmente com eles. Gostei também das tarefas com um intuito prático. A plataforma do FI é muito interessante no fato de ter acesso a vários cursos gratuitos, de poder interagir com os alunos e os colaboradores do FI”, destaca o psicólogo.

Próximos passos na carreira

Nicolas continuará com a sua consultoria e quer focar também na continuidade do desenvolvimento das atividades com as categorias de base dos clubes de futebol amadores na França. “Atualmente estou trabalhando com um clube que está se profissionalizando em Manaus e quero continuar nesse projeto. Eu comecei esse ano a trabalhar com a Federação de Esportes Náuticos em Marselha, onde acontecerão as provas dos Jogos Olímpicos em 2024. O objetivo é trabalhar com os atletas nessa fase de preparação até esse evento de grande porte”, finaliza.

COMENTÁRIOS

COLUNISTA FI

Futebol Interativo Ver mais desse colunista

0 comentários

Essa publicação ainda não tem comentários.

Quero ser um colunista FI