Xô, xenofobia! O futebol é para todos e todas
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22-06-22 |

Xô, xenofobia! O futebol é para todos e todas

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Xô, xenofobia! O futebol é para todos e todas


Olá, camaradas. Espero que todos e todas estejam bem. Nesta semana que passou vimos o lamentável caso envolvendo Jorginho, treinador do Atlético-GO, e Abel Ferreira, do Palmeiras. Na verdade, o português foi vítima de um ataque cheio de impropérios por parte do brasileiro. 

Não vou reproduzir a fala de Jorginho, pois acredito que nesta “altura do campeonato” você já a tenha visto. No entanto, não poderia deixar de falar sobre o tema. 

Jorginho, infelizmente, fez uma fala com denotações xenófobas e hipócritas também. O treinador alegou que Abel e sua comissão não respeitam os árbitros brasileiros porque os xingam em campo. 

Ora bolas, amigo(a) leitor(a), que personagem do futebol não ataca a arbitragem? Quantas vezes não vemos jogadores literalmente partido para cima dos árbitros? Quantas árbitras mulheres foram agredidas física e verbalmente por atletas homens brasileiros?

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A atitude de Abel é repreensiva? Sim, com certeza. Mas não é exclusividade do português. Os próprios brasileiros já criaram a cultura de criticar de forma violenta a arbitragem. Já faz parte do dia a dia do nosso futebol. Não é algo importado de fora, ou que começou a ser visto com a chegada de Abel ao Palmeiras. 

É preciso acabar com o preconceito na sociedade. E no futebol também. A escola portuguesa é extremamente importante para o esporte. Os principais nomes que estudam o jogo estão em Portugal. O país tem uma contribuição importantíssima para o esporte de forma global.

Não podemos aceitar que se ataque um profissional por sua nacionalidade quando sabemos que há um grande preconceito contra treinadores brasileiros na Europa. Quase todos que passaram pelo Velho Continente relatam dificuldades, principalmente na questão linguística, de serem respeitados e realizarem um bom trabalho. 

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Se eu desrespeito alguém, como posso fazer para ter respeito? Ou melhor, como eu conquisto esse respeito?

A sociedade, e o futebol, precisa evoluir. Esse tipo de atitude não pode ser deixado de lado. O futebol é de todos para todos. O futebol é de todas para todas. O futebol é de qualquer nacionalidade. O futebol precisa ser inclusão, o caminho para se abrir pontes onde há muros. De levar felicidade para onde há tristeza. De levar amor para onde há ódio. O futebol tem de ser um instrumento que melhore a sociedade, e não que a piore. 

Que Jorginho possa refletir sobre a lamentável postura que tomou. A lógica do brasileiro x treinador estrangeiro já ficou para trás. Todos devem conviver no mesmo espaço. E mais: todos devem aprender e evoluir juntos.


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Matheus Brum Ver mais desse colunista

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